Saída dos EUA da Convenção do Clima gera críticas e preocupações globais

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

O governo dos Estados Unidos anunciou sua retirada de importantes organismos multilaterais, incluindo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, liderada por Simon Stiell. O secretário-executivo da UNFCCC classificou a decisão do governo de Donald Trump como um retrocesso significativo, que pode afetar não apenas a credibilidade americana, mas também a segurança e prosperidade do próprio país.

Stiell ressaltou que a descontinuação da participação dos EUA em iniciativas climáticas pode resultar em preços mais altos para energia e alimentos, além de agravar problemas como incêndios florestais e secas. Organizações, como o Instituto Talanoa, alertaram que essa decisão pode criar um vácuo de liderança na governança climática global. Se outros países não assumirem a responsabilidade, o cenário pode ser desastroso para a coordenação e financiamento de ações climáticas.

Enquanto isso, o regime multilateral continua a funcionar, embora o financiamento para iniciativas climáticas possa sofrer uma queda significativa. A justificativa da saída do Fundo Verde do Clima foi marcada por declarações do secretário do Tesouro dos EUA, que chamou a entidade de radical. A situação exige uma resposta rápida da comunidade internacional para evitar um colapso no sistema de governança climática.

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