Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, entregou sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026. Sua saída ocorre em um momento crítico, marcado pelo aumento da violência perpetrada por facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). O nome de seu substituto ainda não foi anunciado, e outros membros da pasta também devem deixar suas funções.
Lewandowski não conseguiu aprovar a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, que visava fortalecer a atuação do governo federal no combate ao crime organizado. Durante sua gestão, o Ministério da Justiça também elaborou o PL Antifacção, que ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a reestruturação da pasta, com a possível divisão em dois ministérios, traga novas diretrizes para a segurança pública no país.
A saída de Lewandowski levanta questões sobre o futuro da política de segurança pública do governo Lula, especialmente em um cenário de intensificação da violência. A troca de ministros pode impactar a implementação de medidas já propostas e a articulação política necessária para enfrentar a crise. A escolha de um novo titular do ministério será crucial para definir os rumos da segurança pública e a resposta do governo a essa situação emergente.

