A Petrobras (PETR4) se prepara para 2026 em um cenário complexo, marcado pela instabilidade política na Venezuela, que pode impactar os preços do petróleo globalmente. A expectativa é de um aumento na produção venezuelana, o que pode pressionar os custos da commodity e afetar empresas exportadoras como a Petrobras. Entretanto, a companhia se beneficia de um dos menores custos de extração do setor, o que pode mitigar os impactos negativos.
Apesar das incertezas, instituições como Goldman Sachs e BTG Pactual mantêm uma perspectiva otimista em relação à Petrobras, destacando seus fundamentos sólidos e a resiliência do negócio. O potencial de crescimento em áreas como Búzios e Mero é promissor, e a política de dividendos continua atraente, com projeções de yield em torno de 9% para 2026. A maioria das casas de análise recomenda a compra das ações, com um preço-alvo médio de R$ 38,70.
No aspecto técnico, as ações da Petrobras apresentaram uma queda acumulada de 6,04% em 2025, refletindo um momento de lateralização após anos de alta. O desempenho futuro das ações dependerá da superação de resistências em torno de R$ 30,42 e R$ 30,96. A atenção deve ser voltada para os níveis de suporte e resistência, que definirão o próximo movimento do ativo no curto prazo.

