Em 8 de janeiro de 2026, o Irã viu o início de grandes manifestações que se espalharam por Teerã e outras cidades, desencadeadas por uma crise econômica. Em resposta, o governo implementou um quase total apagão de internet, dificultando a comunicação e a coordenação dos protestos. As manifestações, que já resultaram em dezenas de mortes e milhares de detenções, refletem um descontentamento profundo com o regime atual.
O descontentamento popular no Irã é impulsionado pela rápida desvalorização do rial, alta inflação e o aumento dos preços de bens essenciais. As manifestações começaram no Grande Bazar de Teerã e rapidamente se expandiram para universidades e bairros, com críticas que vão além da economia. A ativista iraniana Masih Alinejad descreveu essa fase como um “momento muro de Berlim”, sugerindo que a insatisfação popular pode resultar em uma mudança significativa no regime.
A resposta do governo tem sido contraditória, com apelos à contenção, mas também relatos de uso excessivo da força contra manifestantes. A situação atraiu a atenção internacional, especialmente dos Estados Unidos, que alertaram sobre as consequências para o regime se a violência continuar. A instabilidade interna já se reflete nos mercados de petróleo, indicando que a crise no Irã pode ter repercussões globais.

