Fernando Collor de Mello, ex-presidente do Brasil, cumpre prisão domiciliar em uma cobertura em Maceió, Alagoas, desde maio de 2025, após ser condenado a oito anos e seis meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso relacionado à Operação Lava-Jato. Durante esse período, ele tem recebido visitas autorizadas, incluindo a mais recente do deputado Paulinho da Força, que foi justificada como uma visita institucional e humanitária, segundo solicitação ao STF.
As visitas a Collor não se limitam a políticos; ele também tem contado com a presença de familiares, amigos e profissionais de saúde. O ex-presidente, que enfrenta problemas de saúde, como Parkinson, foi transferido para a prisão domiciliar por questões médicas, e a sua situação continua sob supervisão judicial rigorosa. Em outubro de 2025, Collor teve que explicar uma violação no uso de sua tornozeleira eletrônica, que foi considerada pontual e sem movimentação atípica.
A condenação de Collor, que inclui envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora, destaca a continuidade das investigações da Lava-Jato e suas implicações na política brasileira. O ex-presidente, que já ocupou posições de destaque no governo, agora enfrenta restrições severas, como a proibição de deixar o país e a apreensão de seus passaportes. A situação de Collor exemplifica os desdobramentos legais e políticos que continuam a emergir a partir de escândalos de corrupção que marcaram a história recente do Brasil.

