A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) se prepara para uma intensa disputa política com a iminente saída do governador Cláudio Castro, que pretende deixar o cargo para concorrer ao Senado. A renúncia, prevista para acontecer em abril, abre espaço para a eleição indireta de um governador-tampão que deverá permanecer no cargo até o final do ano.
Os bastidores da Alerj estão agitados, com diferentes grupos políticos articulando estratégias para influenciar o resultado da eleição. Nomes como Nicola Miccione, chefe da Casa Civil, e Douglas Ruas, secretário estadual das Cidades, são considerados favoritos, mas enfrentam resistência de outros candidatos que buscam apoio entre os deputados. O ex-presidente da Alerj, André Ceciliano, também está na corrida, buscando votos entre parlamentares de esquerda.
Com a movimentação política já em curso, muitos deputados estão adiando compromissos fora do estado para focar nas articulações em seus gabinetes. O jogo político, embora formalmente dependente da renúncia de Castro, já começou, e a disputa pelo governo do estado promete se intensificar nas próximas semanas, refletindo o clima de incerteza e expectativa na Alerj.

