Inflação de serviços preocupa apesar do IPCA mais baixo desde 2018

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 fechou com uma alta de 0,33% em dezembro, resultando em uma variação anual de 4,26%, o menor patamar desde 2018. Embora o resultado tenha ficado dentro da banda de tolerância estabelecida pelo Banco Central, economistas alertam para a pressão contínua da inflação nos serviços, especialmente aqueles que demandam mais mão de obra, o que pode influenciar as decisões de política monetária nos próximos meses.

O economista Alexandre Maluf destaca que a inflação de serviços subjacentes, que exclui os preços mais voláteis, registrou um aumento de 0,56% em dezembro. Esse avanço, somado à elevação de 0,77% nos serviços intensivos em mão de obra, evidencia a necessidade de cautela por parte do Banco Central, que pode iniciar um ciclo de cortes na taxa de juros em março de 2026. O contexto econômico reflete um mercado de trabalho aquecido e pressões inflacionárias persistentes, que exigem atenção dos formuladores de políticas econômicas.

Os especialistas projetam que a inflação de serviços deve desacelerar gradativamente em 2026, mas ainda assim, permanecerá acima do alvo central de 3%. A condução da política monetária será crucial para equilibrar a inflação e fomentar um ambiente econômico estável, especialmente em um ano eleitoral, que historicamente traz volatilidade e riscos adicionais relacionados aos preços. Portanto, a vigilância contínua sobre a inflação, especialmente em serviços, será fundamental para as estratégias do Banco Central e para a saúde da economia brasileira.

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