Sistema Cantareira em nível crítico exige monitoramento constante

Eduardo Mendonça
Tempo: 2 min.

Na sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o sistema Cantareira, essencial para o abastecimento da Grande São Paulo, operava com apenas 19,8% de sua capacidade. Este nível crítico é resultado de chuvas irregulares, ondas de calor e aumento no consumo de água, demandando atenção imediata das autoridades. O volume atual é alarmante, especialmente se comparado aos 50,9% registrados no mesmo dia do ano anterior.

O sistema Cantareira faz parte de um complexo de sete reservatórios e é monitorado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Desde outubro do ano passado, um novo modelo de gestão foi implementado, permitindo uma abordagem mais eficaz em situações de crise hídrica. Atualmente, a região se encontra na faixa 3 de monitoramento, que pode levar a medidas como a redução da pressão nos sistemas de abastecimento.

Com a possibilidade de queda adicional nos níveis dos reservatórios, a situação pode exigir a adoção de rodízio no abastecimento de água, impactando milhões de moradores. A Sabesp e a Arsesp ressaltam a importância do uso consciente da água e a necessidade de ações preventivas. A previsão de chuvas dentro da média histórica para os próximos meses ainda deixa o Cantareira em estado de alerta, com desafios significativos à frente para garantir a segurança hídrica da região.

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