EUA interceptam petroleiro Olina em operação contra exportação da Venezuela

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

Na madrugada de sexta-feira, 9 de janeiro, a Guarda Costeira dos Estados Unidos, em colaboração com fuzileiros navais e outras forças, abordou o petroleiro Olina, que navegava sob bandeira de Timor-Leste. O navio, previamente sancionado por transportar petróleo russo, levava 700 mil barris de petróleo bruto carregados no terminal José, na Venezuela. Esta operação marca a quinta interceptação de embarcações nesta campanha americana para bloquear o transporte de petróleo venezuelano.

A ação foi realizada a partir do porta-aviões USS Gerald R. Ford e se insere em uma estratégia mais ampla do governo dos EUA de pressionar o governo interino da Venezuela. As autoridades americanas buscam desmantelar a chamada “frota fantasma”, uma rede de mais de mil navios que utilizam táticas de ocultação para facilitar o transporte de petróleo sancionado. Essa frota é crucial, pois cerca de 70% das exportações de petróleo da Venezuela dependem dela para evitar sanções.

O impacto dessa campanha é significativo, pois busca restringir a capacidade da Venezuela de exportar petróleo, algo que pode afetar a economia do país e sua interação com nações como Rússia e Irã. Com as sanções em vigor, o governo dos EUA espera desarticular as operações ilegais e garantir que não haja refúgio seguro para as embarcações envolvidas. A continuidade dessas ações poderá ter desdobramentos importantes nas relações internacionais e na estabilidade da região.

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