O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2025, divulgado pelo IBGE, registrou uma alta de 0,33%, culminando em uma inflação de 4,26% ao longo do ano. Este resultado representa o menor nível de inflação desde 2018, embora ainda esteja acima do centro da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central. Economistas destacam que, apesar da melhora geral, os preços dos serviços, especialmente aqueles que dependem fortemente de mão de obra, continuam a exercer pressão sobre a inflação.
Os analistas apontam que a inflação de serviços intensivos em mão de obra subiu 0,77% em dezembro, superando as expectativas e refletindo um mercado de trabalho aquecido. Essa dinâmica sugere que, mesmo com a desinflação observada em 2025, a inflação de serviços pode continuar elevada em 2026, exigindo atenção redobrada por parte do Banco Central. A expectativa é que a instituição inicie um ciclo de cortes de juros em março, mas a cautela é necessária devido à pressão persistente sobre os preços.
O cenário inflacionário para 2026 se apresenta desafiador, uma vez que o ano é eleitoral e pode trazer volatilidade cambial. Economistas ressaltam que a ampliação de programas sociais e estímulos ao consumo pode intensificar as pressões inflacionárias. Portanto, o controle da inflação deve continuar sendo uma tarefa complexa para as autoridades, especialmente com um mercado de trabalho robusto e a expectativa de um real mais depreciado.

