Nos últimos 12 dias, o Irã tem sido palco de intensos protestos, motivados por uma grave crise econômica. Cidades como Teerã e Abadan foram tomadas por manifestantes que exigem mudanças, enquanto o governo responde com repressão, resultando na morte de pelo menos 28 pessoas, conforme estimativas da Anistia Internacional.
Reza Pahlavi, filho do ex-xá do Irã, tenta se posicionar como um líder da oposição, fazendo promessas de uma transição democrática. Entretanto, sua falta de uma base organizacional no país e a ausência de apoio significativo levantam dúvidas sobre sua capacidade de galvanizar a população. A comparação com Ahmed Chalabi, que falhou em liderar o Iraque após a invasão americana, remete à fragilidade de sua posição.
O regime iraniano, apesar de sua vulnerabilidade atual, ainda possui um robusto aparato repressivo e uma longa história de resistência a protestos. A possibilidade de uma mudança real no Irã dependerá da mobilização interna da população e não de figuras exiladas sem influência local. Para que os iranianos alcancem a liberdade, é necessário um apoio internacional que respeite suas vozes e desejos, ao invés de confiar em promessas de líderes distantes.

