Papa Leão 14 condena uso da força militar em discurso no Vaticano

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Em um discurso proferido no Vaticano, o Papa Leão 14 criticou o uso da força militar como meio de alcançar objetivos diplomáticos, alertando para a fragilidade das organizações internacionais diante de conflitos globais. O pontífice, que se dirigiu a 184 embaixadores, afirmou que a diplomacia baseada no diálogo está sendo substituída por uma abordagem bélica, ressaltando que “a guerra está de volta à moda” e que o zelo pela guerra se espalha pelo mundo.

O discurso, que ocorreu no dia 9 de janeiro de 2026, também abordou a situação na Venezuela, onde o Papa pediu que os governos respeitem a vontade do povo e salvaguardem os direitos humanos. Leão 14, que foi eleito após a morte do Papa Francisco, usou um tom mais inflamado, condenando não apenas os conflitos em andamento, mas também criticando práticas como aborto e eutanásia, além de alertar sobre a diminuição da liberdade de expressão em países ocidentais.

Este pronunciamento é significativo, pois marca um desvio do estilo normalmente discreto de Leão 14, que até então havia mantido uma postura mais diplomática. Com este discurso, o Papa não apenas aponta problemas sociais e políticos, mas também posiciona a Igreja em meio a debates contemporâneos, destacando a necessidade de um diálogo construtivo e da proteção dos direitos fundamentais em um cenário global desafiador.

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