Acordo Mercosul-UE fortalece Lula e reduz rejeição eleitoral em 2026

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Em 9 de janeiro de 2026, foi aprovada a criação de um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um ano eleitoral. O pacto, que prevê a eliminação de tarifas sobre 91% do comércio entre os blocos, é visto como uma “vacina” contra críticas à agenda econômica do governo e pode ajudar a fortalecer sua narrativa de abertura de mercados.

O cientista político Josué Medeiros, da UFRJ, argumenta que, embora os efeitos econômicos possam levar tempo para se manifestar, o acordo proporciona ao presidente uma importante ferramenta de comunicação. Ao se posicionar como protagonista na elaboração do tratado, Lula pode refutar acusações de que sua administração não valoriza a economia de mercado e a integração comercial. Essa estratégia visa reduzir a rejeição entre segmentos centristas e formadores de opinião.

A aprovação do acordo também abre portas para Lula se articular com setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria. Com a expectativa de que as exportações brasileiras se ampliem para a Europa, a campanha eleitoral para 2026 pode explorar esses dados a fim de fortalecer sua posição. Contudo, a implementação do pacto ainda depende de ratificações em parlamentos, o que poderá gerar novas discussões e resistências.

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