Acordo Mercosul-UE fortalece Lula e pode diminuir rejeição em 2026

Marcela Guimarães
Tempo: 1 min.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia foi aprovado em 9 de janeiro de 2026, surgindo como uma importante estratégia política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este pacto, que visa a eliminação gradual de tarifas sobre quase 91% do comércio entre os blocos, pode ser explorado por Lula para fortalecer sua imagem em um ano eleitoral conturbado.

De acordo com o cientista político Josué Medeiros, o acordo é visto como uma “vacina” contra críticas históricas à política econômica do Partido dos Trabalhadores (PT). A proposta pode ajudar a construir uma narrativa positiva, atraindo segmentos do eleitorado que não estão completamente fechados ao governo, especialmente em um contexto de polarização política. A expectativa é que o pacto traga mais acesso a mercados e melhore as condições para exportadores, particularmente no agronegócio.

Embora os efeitos diretos do acordo possam demorar a se materializar, a aprovação política inicial permite a Lula apresentar-se como um líder diplomático, reforçando sua posição nas próximas eleições. A campanha de 2026 poderá explorar amplamente os benefícios do acordo, que também pode facilitar a articulação política com setores produtivos, criando um ambiente mais favorável para a reeleição do presidente.

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