Desmatamento na Amazônia e Cerrado registra queda, mas pressão persiste

Bruno de Oliveira
Tempo: 1 min.

Em 2025, o desmatamento na Amazônia Legal e no Cerrado teve uma redução de cerca de 9%, conforme dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar dessa diminuição, a realidade nos biomas ainda é alarmante, com extensas áreas sendo afetadas por atividades humanas que comprometem a preservação ambiental.

Os números indicam uma queda na área sob alerta de desmatamento, com 3.817 km² na Amazônia e 5.357 km² no Cerrado. Essa diminuição é considerada um sinal de estabilização, mas ainda levanta preocupações, já que a Amazônia perdeu uma área equivalente ao tamanho da França nas últimas décadas. Especialistas enfatizam que as pressões, como incêndios e secas severas, podem levar a uma degradação irreversível dos biomas.

O governo federal atribui a queda nas taxas de desmatamento a ações de fiscalização e controle ambiental mais rigorosas. Entretanto, organizações não governamentais alertam que a pressão por terras e as fragilidades na fiscalização podem comprometer essas melhorias. A complexidade dos dados de desmatamento requer uma análise cuidadosa, uma vez que eventos extremos e degradação florestal também precisam ser considerados para uma compreensão mais completa da situação.

Compartilhe esta notícia