Venezuela libera apenas 10 detentos após anúncio do governo

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Em um comunicado emitido nesta sexta-feira (9), uma ONG venezuelana informou que apenas 10 detentos, incluindo cidadãos locais e italianos, foram liberados do sistema prisional da Venezuela. Essa ação ocorreu após um anúncio do governo de Caracas, liderado interinamente por Delcy Rodríguez, que gerou grande expectativa na sociedade. A ONG Justiça, Encontro e Perdão lamentou que o número de libertações esteja significativamente abaixo do esperado, que era de cerca de mil pessoas.

A falta de uma lista oficial com os nomes dos presos libertados tem gerado inquietação entre familiares e ativistas, que realizam vigílias em frente às prisões em busca de notícias sobre seus entes queridos. Marino Alvarado, advogado e defensor dos direitos humanos, expressou sua preocupação com a falta de transparência das autoridades, que não forneceram informações claras sobre o processo. Entre os libertados, destaca-se a advogada e ativista dissidente Rocío San Miguel, que já se encontra em Madri, além de outros cidadãos espanhóis.

Embora a libertação de alguns presos indique um possível avanço, ativistas sugerem que o processo será gradual e pode se estender ao longo do fim de semana. A comunidade internacional observa com atenção, especialmente em relação ao trabalhador humanitário italiano Alberto Trentini, que permanece detido há mais de um ano. A situação continua a suscitar debates sobre os direitos humanos e a transparência no sistema prisional venezuelano, enquanto a expectativa de novas libertações persiste.

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