Em 2025, o Brasil viu uma diminuição acentuada nos investimentos em previdência privada, com uma queda de 19,6% nos 11 primeiros meses do ano, totalizando R$ 142 bilhões. Segundo dados da Fenaprevi, 90% desses investimentos foram alocados em VGBL, enquanto PGBL e planos tradicionais representaram 8% e 2%, respectivamente.
Os resgates, por sua vez, aumentaram 13,9%, alcançando R$ 140 bilhões, o que resultou em uma captação líquida de apenas R$ 2 bilhões, 96,3% inferior ao mesmo período de 2024. Em novembro, a situação se agravou, com aportes caindo 32,5% e resgates subindo 2,6%, levando a uma captação líquida negativa de R$ 2,3 bilhões.
O setor de previdência no Brasil, que administrava R$ 1,8 trilhão em ativos, equivalente a 13,9% do PIB, enfrenta desafios significativos. A redução na captação líquida pode impactar a sustentabilidade dos planos de previdência, exigindo atenção das autoridades e dos investidores sobre o futuro do setor.

