Irã endurece repressão a protestos e ameaça manifestantes com pena de morte

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

As autoridades iranianas têm adotado uma postura cada vez mais severa em relação aos protestos que ocorrem em várias cidades do país, ameaçando manifestantes com a pena de morte. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, declarou que atos de vandalismo e ações de indivíduos supostamente a serviço de potências estrangeiras não serão tolerados, intensificando a repressão em um contexto de crescente descontentamento popular.

Os protestos, que começaram no Grande Bazar de Teerã no final de dezembro, são impulsionados por uma crise econômica aguda e pela queda acentuada da moeda iraniana. Desde o início das manifestações, 42 pessoas perderam a vida, segundo dados de agências de direitos humanos, enquanto o governo tenta controlar a narrativa utilizando medidas como o apagão da internet. A situação se agrava com a resposta agressiva das forças de segurança, que incluem ameaças de represálias contra quem danificar patrimônio público.

Esses eventos marcam um dos maiores desafios ao regime teocrático desde a revolta de 2022 e podem ter implicações significativas para a estabilidade do país. A pressão interna e externa sobre o governo iraniano se intensifica, enquanto figuras de oposição, como Reza Pahlavi, incentivam os cidadãos a continuar protestando. À medida que a repressão aumenta, o cenário político e social do Irã se torna ainda mais volátil, com repercussões que podem afetar as relações internacionais do país.

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