Ministro do STF mantém prisão de Domingos Brazão por assassinato de Marielle

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta quinta-feira manter a prisão preventiva de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Além do homicídio, Brazão também enfrenta acusações relacionadas a uma organização criminosa armada, junto com seu irmão, um deputado federal. Moraes fundamentou sua decisão na necessidade de resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal.

A denúncia, recebida pela Primeira Turma do STF em junho de 2024, aponta que os irmãos Brazão teriam encomendado os homicídios através de intermediários ligados a milícias, em resposta à atuação de Marielle em projetos de regularização fundiária que afetavam interesses ilícitos. Moraes ressaltou a periculosidade social de Brazão, destacando suas conexões políticas e econômicas, além de suas ligações com redes criminosas no Rio de Janeiro. O processo está pronto para julgamento, com datas já definidas para fevereiro de 2026.

As implicações desse caso são profundas, não apenas pela gravidade das acusações, mas também pela visibilidade que o caso traz à luta contra a corrupção e a violência no Brasil. O assassinato de Marielle Franco, ocorrido em março de 2018, gerou indignação nacional e internacional, e a manutenção da prisão preventiva de Brazão é um passo importante para o fortalecimento da justiça. O desdobramento do julgamento poderá influenciar não apenas as dinâmicas políticas no estado, mas também a percepção pública sobre a eficácia do sistema de justiça brasileiro.

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