Acordo UE-Mercosul promete preços mais baixos para queijos e vinhos no Brasil

Thiago Martins
Tempo: 1 min.

Na manhã de hoje, 9 de janeiro de 2026, a maioria dos embaixadores dos países-membros da União Europeia aprovou o acordo comercial com o Mercosul, que inclui Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. Com essa aprovação, produtos como queijos, vinhos, azeites e chocolates terão suas tarifas gradualmente eliminadas, trazendo expectativa de preços mais baixos para os consumidores brasileiros.

O acordo, que é resultado de 26 anos de negociações, ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional de cada país do Mercosul. Apesar de haver um período de transição antes que os consumidores sintam os efeitos da redução tarifária, a criação de uma zona de livre-comércio envolvendo mais de 720 milhões de pessoas é considerada um avanço significativo para ambas as economias, somando US$ 22,3 trilhões em PIB.

As implicações desse acordo vão além da redução de preços. Para os países sul-americanos, representa uma oportunidade de expandir a demanda externa para a indústria agrícola, enquanto para os europeus, a abertura do mercado brasileiro pode impulsionar a indústria manufatureira. Assim, o pacto tem o potencial de modernizar as relações comerciais entre os dois blocos e beneficiar os consumidores em longo prazo.

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