Na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com líderes do setor petrolífero na Casa Branca. Durante o encontro, os executivos expressaram sérias dúvidas sobre a possibilidade de retomar os investimentos na Venezuela, rotulando o país como ‘inviável’ devido à instabilidade política e às expropriações de ativos anteriores. Apesar das pressões de Trump para que as empresas investissem até US$ 100 bilhões na reativação da produção petrolífera venezuelana, a maioria dos presentes mostrou-se cautelosa em relação ao retorno ao mercado local.
Os executivos, incluindo os CEOs da Exxon Mobil e ConocoPhillips, enfatizaram que a reentrada na Venezuela exigiria mudanças significativas nas condições legais e de segurança. A preocupação com a proteção dos investimentos e a necessidade de garantias de segurança foram temas recorrentes nas discussões. Trump, por sua vez, tentou tranquilizar os líderes do setor, oferecendo garantias de segurança e afirmando que os EUA teriam um papel ativo na supervisão das operações no país, embora não tenha detalhado como isso seria implementado.
A resistência das petroleiras reflete a complexidade da situação na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta uma produção drasticamente reduzida devido a décadas de abandono e crises políticas. Enquanto Trump busca restabelecer laços com a indústria petrolífera para revitalizar a economia e enfrentar o aumento do custo de vida, a falta de confiança dos investidores pode dificultar suas ambições. O desfecho dessa situação poderá impactar não só o mercado venezuelano, mas também as relações dos EUA com a América Latina e o equilíbrio geopolítico da região.

