EUA rebatem Irã e chamam acusações de ingerência de ‘delirantes’

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Na última sexta-feira (9), os Estados Unidos caracterizaram como ‘delirantes’ as acusações feitas pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, que responsabilizou os EUA e Israel pela instabilidade e pelos protestos em seu país. As declarações, proferidas durante uma visita ao Líbano, foram respondidas por um porta-voz do Departamento de Estado, que destacou a tentativa do governo iraniano de desviar a atenção de suas dificuldades internas.

O descontentamento popular no Irã aumentou, com milhares de cidadãos saindo às ruas em protesto contra o regime teocrático. Os manifestantes, que denunciam a repressão e as altas taxas de inflação, clamam por mudanças significativas, demonstrando que o movimento vai além de uma simples insatisfação econômica. Isso ocorre em um cenário de crescente tensão política, exacerbado pelo apagão de internet imposto pelas autoridades.

As declarações do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, que acusou o presidente americano de estar ‘com as mãos sujas do sangue de mais de mil iranianos’, refletem a gravidade da crise. As relações entre os EUA e o Irã continuam tensa, e as implicações dos protestos podem afetar tanto a política interna iraniana quanto a dinâmica regional mais ampla.

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