Procuradora de Roraima relata ‘tortura psicológica’ e justifica licença

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

A procuradora do estado de Roraima, Rebeca Ramagem, alegou em suas redes sociais que seu afastamento do trabalho se deve a impactos emocionais e psicológicos graves, recomendados por médicos. Residente nos Estados Unidos com o marido foragido, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, ela solicitou licença médica de 60 dias, iniciando em 22 de dezembro. Rebeca descreveu a situação da família como ‘desumana e cruel’, o que levou à sua decisão de se afastar temporariamente das atividades profissionais.

Durante sua declaração, Rebeca enfatizou que a licença não foi uma escolha pessoal, mas uma necessidade clínica. Ela também mencionou que, apesar de ter trabalhado ao longo de 2025, seu salário foi suspenso e suas contas bancárias congeladas por uma decisão judicial. A procuradora argumentou que essa combinação de fatores resultou em um estado de ‘tortura psicológica’ para ela e suas filhas, de 14 e 7 anos, afetando diretamente sua subsistência.

Rebeca Ramagem, que atua na Procuradoria-Geral do Estado de Roraima desde 2020, afirmou que pretende retomar suas funções em teletrabalho assim que receber alta médica. Ela ressaltou que sua situação vai além de uma simples questão administrativa, envolvendo a proteção de direitos fundamentais, saúde mental e dignidade humana. A procuradora está buscando reverter judicialmente o bloqueio de suas contas, o que agrava a insegurança financeira da família.

Compartilhe esta notícia