A nova profissão de multimídia foi oficialmente reconhecida no Brasil em 7 de janeiro de 2026, através da publicação da Lei nº 15.325/2026. Essa legislação permite que um único profissional acumule responsabilidades de produção, edição e distribuição de conteúdos audiovisuais e digitais, levantando preocupações sobre o impacto na profissão de jornalistas e radialistas.
Os sindicatos, incluindo a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Movimento Nacional dos Radialistas (MNR), expressaram descontentamento com a nova norma, alegando que ela cria insegurança jurídica e beneficia empresários. Eles afirmam que não houve diálogo com as entidades representativas antes da sanção da lei, o que gerou críticas à falta de garantias para a profissão, como carga horária e formação específica.
Por outro lado, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) elogiou a nova legislação, considerando-a um avanço que reconhece as demandas de um setor em constante evolução tecnológica. A lei, ao definir o papel do profissional multimídia, reflete a necessidade de adaptação às novas realidades do mercado de trabalho, mas a polarização entre as entidades destaca a complexidade da situação.

