CFM afirma ao STF que não quis intervir em pena de Jair Bolsonaro

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não teve a intenção de intervir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Gallo enfatizou que o CFM não exerceu qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal e que a manifestação foi encaminhada a pedido do ministro Alexandre de Moraes, que também anulou uma sindicância aberta pelo conselho. Essa sindicância visava apurar o atendimento médico prestado a Bolsonaro após um incidente em sua cela.

Na petição, Gallo ressaltou que o CFM recebeu quatro denúncias relacionadas ao atendimento, mas que não houve juízo antecipado sobre os fatos. O número de queixas cresceu para 40, mas o presidente do CFM reafirmou que não havia intenção de intervir nas atribuições de outros órgãos do Estado. Moraes determinou que Gallo também preste depoimento à Polícia Federal, o que levanta questões sobre o processo e a atuação do CFM neste contexto.

A situação evidencia a tensão entre instituições e a necessidade de esclarecer os limites das competências. O desdobramento desse caso poderá impactar a relação entre o CFM e a Polícia Federal, além de influenciar a percepção pública sobre a atuação do conselho em casos de figuras políticas. O desfecho dessa questão poderá trazer novas implicações para a política nacional e a condução de processos administrativos envolvidos na saúde pública.

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