Deputados franceses censuram governo por acordo UE-Mercosul e Venezuela

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

No dia 9 de janeiro de 2026, deputados da esquerda radical na França apresentaram uma moção de censura contra o governo, alegando que o país foi ‘humilhado’ em relação ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou seu voto contra o pacto, que foi aprovado pela UE, e destacou o descontentamento político em seu país. A proposta de censura foi liderada pelo partido A França Insubmissa, sob a direção de Jean-Luc Mélenchon.

A moção surge em um contexto tenso, no qual o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, critica a postura dos partidos envolvidos, acusando-os de minar a voz da França. A Comissão Europeia, que negocia este acordo desde 1999, busca estabelecer a maior zona de livre comércio do mundo, mas enfrenta resistência de setores agropecuários europeus preocupados com a concorrência. A líder parlamentar da LFI, Mathilde Panot, argumenta que a França foi humilhada globalmente, especialmente por não condenar as ações dos Estados Unidos na Venezuela.

Se as moções de censura forem bem-sucedidas, poderão provocar antecipação das eleições legislativas, previstas para março de 2026. Lecornu já solicitou ao ministro do Interior que se prepare para essa possibilidade, refletindo a instabilidade política atual. O desfecho dessa situação poderá ter implicações significativas não apenas para o governo francês, mas também para as relações da França com a União Europeia e a América Latina.

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