Moraes mantém prisão de Domingos Brazão, acusado de matar Marielle Franco

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu, em 8 de janeiro de 2026, manter a prisão preventiva de Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em março de 2018, e do motorista Anderson Gomes. A prisão visa resguardar a ordem pública e a aplicação da lei penal, conforme enfatizou Moraes em sua decisão.

Além do assassinato, Brazão enfrenta acusações de organização criminosa armada, junto com seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão. O STF já recebeu a denúncia integralmente em junho de 2024, e o caso se encontra pronto para julgamento. Moraes ressaltou que não houve fatos novos que justificassem a revogação da prisão, citando a periculosidade social do acusado e suas ligações com milícias no Rio de Janeiro.

O julgamento dos réus está agendado para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026. A Procuradoria-Geral da República já pediu a condenação dos irmãos Brazão e outros réus envolvidos, enquanto os executores do crime já foram condenados. A investigação continua a apurar tentativas de obstrução da Justiça, reforçando a necessidade da prisão cautelar de Brazão.

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