No dia 9 de janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a nomeação de Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro interino da Justiça e Segurança Pública. A exoneração de Ricardo Lewandowski, que solicitou a saída, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A escolha do interino indica que a definição do sucessor permanente pode levar mais tempo do que o esperado.
A decisão de Lula de dividir o ministério e criar uma nova pasta voltada exclusivamente para a segurança pública gerou uma intensa disputa dentro do Partido dos Trabalhadores. Nomes como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, estão na corrida por essa nova posição, ainda não estabelecida. Além disso, o apoio de líderes estaduais, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, poderá influenciar as escolhas finais.
A movimentação no governo se dá em um contexto de preparação para as eleições de outubro, com a saída de vários ministros prevista. Lula busca também garantir apoio político, considerando que cerca de 20 dos 38 ministros deixarão seus cargos. Ao mesmo tempo, o presidente enfrenta desafios para consolidar sua base, com a possibilidade de um novo nome para o Senado, como o senador Rodrigo Pacheco, que também é cogitado para a Justiça, mas tem mostrado resistência a essa proposta.

