No dia 10 de janeiro de 2026, milhares de agricultores irlandeses se reuniram em Athlone para protestar contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que havia sido aprovado um dia antes pelos Estados-membros da UE. Equipados com tratores, os manifestantes exibiram faixas com mensagens como “Parem o UE-Mercosul” e a bandeira da União Europeia acompanhada da palavra “Vendidos”.
Os agricultores expressaram preocupações sobre o impacto que o acordo pode ter sobre a agricultura local, temendo que a importação de produtos mais baratos da América do Sul, como a carne bovina, prejudique suas atividades. A Associação de Agricultores Irlandeses (IFA) criticou o acordo, chamando-o de “muito decepcionante” e solicitou que os eurodeputados irlandeses rejeitem a ratificação durante a votação no Parlamento Europeu.
Com a assinatura do acordo marcada para 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai, os desdobramentos nas próximas semanas serão cruciais para o futuro da agricultura na Irlanda. A pressão dos agricultores pode influenciar a posição dos eurodeputados e impactar a viabilidade do acordo, que visa criar a maior área de livre comércio do mundo entre a UE e países sul-americanos como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

