O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pediu a inclusão de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, na lista vermelha da Interpol na última sexta-feira, 9 de janeiro de 2026. O pedido ocorre em meio a um processo judicial, no qual Mendes é considerado foragido desde quarta-feira, 7, após ter sido solto em audiência de custódia. Ele foi preso no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, ao tentar embarcar com um documento falso e com a tornozeleira eletrônica descarregada.
A Justiça do Rio de Janeiro havia decretado a prisão preventiva de Mendes devido ao risco à ordem pública e à aplicação da lei penal. O empresário enfrenta denúncias por crimes de furto qualificado e adulteração de identificação de veículo, respondendo ao processo em liberdade até sua recente prisão. A defesa do ex-CEO argumenta que ele não descumpriu as medidas cautelares impostas pelo tribunal.
As repercussões desse caso podem ser significativas, tanto no âmbito jurídico quanto no mercado de turismo, onde a Hurb atua. A inclusão de Mendes na lista da Interpol pode dificultar sua movimentação internacional e impactar as operações da empresa que ele liderou. A situação levanta questões sobre a responsabilidade de executivos em casos de irregularidades e a proteção dos consumidores em situações semelhantes.

