Governo iraniano ameaça pena de morte a manifestantes em protestos

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

O governo do Irã anunciou, em 10 de janeiro de 2026, que manifestantes que pedem a derrubada do regime dos aiatolás podem ser condenados à pena de morte. O procurador-geral, Mohammad Movahedi Azad, caracterizou os ativistas como “inimigos de Deus”, um crime que pode levar à pena capital, especialmente para aqueles que danificaram propriedades ou minaram a segurança do país.

Os protestos, que começaram no final de 2025, ganharam força no início de 2026, impulsionados pela crise econômica severa e pela opressão do regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei. De acordo com a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã, mais de 65 pessoas foram mortas e 2,3 mil foram presas durante os confrontos, embora o número real de vítimas possa ser ainda maior devido a um blecaute na internet.

Nas últimas semanas, o governo iraniano elevou o nível de alerta das forças de segurança, em resposta aos protestos, e a situação se agrava com o apoio internacional, incluindo ameaças do presidente dos EUA contra o regime. A Revolução Islâmica de 1979 estabeleceu um regime teocrático que continua a enfrentar uma crescente insatisfação popular, enquanto figuras como Reza Pahlavi buscam restaurar a monarquia no país.

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