No último sábado (10), a principal coalizão da oposição na Venezuela revelou que 17 presos políticos foram libertados, dentro de um processo de soltura que vem se arrastando sob a pressão dos Estados Unidos. A Plataforma Unidade divulgou a informação em suas redes sociais, mas não detalhou os nomes dos libertados, gerando incertezas entre os familiares e amigos dos detidos.
Organizações não governamentais (ONGs) reportaram a libertação de apenas 12 indivíduos, de um total que varia entre 800 e 1.200 detidos no país. Enquanto isso, dezenas de famílias permanecem acampadas em frente a centros de detenção, como El Rodeo I, sem receber informações concretas sobre o paradeiro de seus entes queridos. A exigência por uma aceleração no processo de libertação se intensifica, conforme as famílias clamam pelo fim do sofrimento dos presos e de suas famílias.
Dentre os libertados, destacam-se figuras como o ex-candidato presidencial Enrique Márquez e a ativista Rocío San Miguel, que possuíam dupla cidadania e já se encontram em Madri. A ONG Foro Penal e outras entidades pedem que o governo venezuelano publique uma lista detalhada dos libertados, incluindo suas condições de soltura, buscando maior transparência e evitando falsas expectativas em futuras liberações.

