Neste sábado, o regime dos aiatolás no Irã intensificou a repressão contra os protestos que tomaram as ruas, resultando em mais de 200 manifestantes mortos nos últimos dias. As forças de segurança, sob a liderança do aiatolá Ali Khamenei, têm utilizado munição real para reprimir os cidadãos que se manifestam contra o governo. A situação se agrava, pois os protestos ocorrem em meio a um contexto de severa crise econômica e insatisfação popular.
A resposta do governo inclui a interrupção do acesso à internet e telefonia, iniciada poucos minutos após as 20 horas da última quinta-feira. Esse bloqueio visa sufocar a comunicação interna e impedir a divulgação das violências cometidas, dificultando o contato dos 85 milhões de habitantes do país com o exterior. A população, que antes recorria a aplicativos e redes virtuais para contornar as restrições, agora enfrenta um isolamento ainda maior.
Os protestos, que começaram com comerciantes insatisfeitos há duas semanas, refletem um descontentamento generalizado com a gestão econômica do regime. A repressão violenta e as restrições impostas não apenas aumentam a tensão interna, mas também evidenciam a fragilidade do governo diante da crescente insatisfação da população. A comunidade internacional observa com preocupação a escalada da violência e os impactos sobre os direitos humanos no Irã.

