Joesley Batista, empresário brasileiro à frente da JBS, foi identificado como um interlocutor informal nas tentativas do governo Trump de negociar a saída do presidente Nicolás Maduro da Venezuela. Essas conversas ocorreram meses antes da intervenção militar dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro. O Washington Post destaca que Batista levou propostas que incluíam a renúncia do presidente e a possibilidade de exílio na Turquia.
Durante as discussões, Batista e representantes do governo dos EUA abordaram questões estratégicas, como o acesso americano a recursos minerais e petróleo da Venezuela, além de um rompimento com Cuba. Apesar de seu papel nas negociações, Maduro e sua esposa rejeitaram as ofertas, encerrando a possibilidade de uma transição pacífica. A J&F, grupo controlado pelos irmãos Batista, não se manifestou sobre as informações divulgadas.
O fracasso das tentativas de negociação levou a um aumento da pressão dentro da administração Trump por ações mais rigorosas. Assim, a diplomacia foi substituída por uma abordagem militar, culminando na intervenção que resultou na captura de Maduro. O papel de Batista ilustra como interesses empresariais podem influenciar a política internacional, especialmente em um contexto de instabilidade como o da Venezuela.

