Anvisa aprova lecanemabe, novo tratamento para Alzheimer no Brasil

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na última quarta-feira, 7, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do lecanemabe, conhecido comercialmente como Leqembi, um medicamento da farmacêutica Eisai. Destinado a pacientes com Alzheimer em estágios iniciais, a nova terapia já foi aprovada em 48 países, marcando um avanço significativo no tratamento da doença no Brasil.

O lecanemabe é uma terapia biológica que atua contra a proteína beta-amiloide, frequentemente encontrada em pacientes com Alzheimer. Segundo especialistas, a indicação do medicamento é restrita a casos onde há comprometimento cognitivo leve, permitindo que os pacientes mantenham autonomia em atividades diárias. Embora não promova melhorias imediatas, a droga pode retardar a progressão da condição, conforme evidenciado em estudos clínicos que mostram resultados superiores em comparação ao placebo.

Entretanto, o alto custo e a complexidade logística do tratamento apresentam obstáculos significativos para sua incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS). O preço do tratamento nos Estados Unidos chega a aproximadamente U$ 26 mil anuais, e a falta de infraestrutura adequada no Brasil para a administração do medicamento também limita seu acesso. Especialistas acreditam que a experiência adquirida em centros de saúde poderá facilitar futuras discussões sobre a inclusão do lecanemabe e outros tratamentos semelhantes na rede pública.

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