Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de retirar algumas sanções econômicas impostas à Venezuela, conforme declarado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, em 10 de janeiro de 2026. A intenção é facilitar a venda de petróleo venezuelano e liberar cerca de US$ 5 bilhões em ativos congelados no Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa decisão ocorre em um contexto de intensificação das relações entre os dois países após uma recente operação militar para capturar o presidente Nicolás Maduro.
Bessent ressaltou que o Tesouro americano está analisando a repatriação das receitas das vendas de petróleo armazenadas em navios e pretende dialogar com autoridades do FMI e do Banco Mundial para retomar as relações comerciais com a Venezuela. As sanções atuais proíbem bancos internacionais de negociar com o governo venezuelano sem autorização americana, o que tem dificultado novos investimentos no país, que possui uma dívida significativa com credores internacionais.
As implicações dessa possível mudança são amplas, pois o governo dos EUA busca ampliar sua influência na região e a recuperação econômica da Venezuela pode depender do fluxo de investimentos estrangeiros. Além disso, o presidente Donald Trump tem incentivado empresas do setor petrolífero a investir na Venezuela, embora enfrente resistência. O cenário político e econômico da Venezuela pode, assim, passar por transformações significativas nos próximos meses.

