O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou de suas férias e agora foca na transição de seu cargo, que ocorrerá em fevereiro. Ele deve se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros membros da equipe econômica nos próximos dias, visando garantir uma passagem de bastão tranquila e eficiente. A preocupação em evitar turbulências no mercado é uma prioridade, especialmente em um ano eleitoral.
Fontes próximas ao ministro revelam que a estratégia de Haddad é conduzir a transição de forma a não prejudicar o governo, com o objetivo de assegurar a estabilidade econômica. Ele será substituído pelo secretário-executivo Dario Durigan, e a transição é vista como um elemento fundamental para a continuidade das políticas da administração atual. A expectativa é que essas conversas internas sejam decisivas para um processo suave.
Haddad também é cogitado como um dos responsáveis pela campanha de reeleição de Lula, o que justifica sua saída antecipada do ministério. Apesar de pressões para que ele concorra ao governo de São Paulo ou a uma vaga no Senado, o ministro demonstra resistência a essas possibilidades, com uma decisão iminente prevista para o final do semestre. A condução cuidadosa da transição se mostra indispensável nesse contexto.

