A Venezuela anunciou a libertação de 116 presos políticos nesta segunda-feira (12), em um gesto que ocorre após a captura do presidente deposto, Nicolás Maduro, em um bombardeio realizado pelos Estados Unidos. Essa decisão faz parte de um processo de soltura que foi divulgado na semana anterior, gerando esperança entre os familiares dos detentos, que aguardam ansiosamente pela liberdade de seus entes queridos.
O governo interino de Delcy Rodríguez, sucessora de Maduro, tem buscado estabelecer um diálogo com os EUA, conforme indicado por Donald Trump, que expressou satisfação com a nova administração. A libertação dos presos pode ser vista como uma tentativa de abrir espaço para a normalização das relações diplomáticas entre os dois países. Além disso, a ONG Foro Penal reportou que, enquanto o governo menciona 116 libertações, apenas 40 foram confirmadas, intensificando a expectativa e a preocupação sobre a situação dos detentos.
Com essa movimentação, a Venezuela sinaliza um possível avanço nas negociações com Washington, enquanto a oposição, representada por figuras como María Corina Machado, continua a exigir mais liberdade para os presos políticos. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também está envolvido nas tensões regionais, especialmente após os anúncios de cortes em ajudas petrolíferas para Cuba. O cenário atual sugere que a pressão internacional sobre o regime venezuelano pode resultar em novas concessões e mudanças significativas na política interna do país.

