O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, afirmou que a fiscalização realizada sobre o Banco Central (BC) seguirá os trâmites regimentais e respeitará a discricionariedade técnica da instituição. A declaração foi feita após uma reunião com representantes do BC, ocorrida no dia 12 de janeiro de 2026, onde ficou claro o alinhamento sobre a competência do TCU para fiscalizar atos da autoridade monetária, sem comprometer o sigilo e a técnica necessária para suas operações.
Durante o encontro, que foi descrito como amistoso e cooperativo, Jhonatan de Jesus destacou que o diálogo entre o TCU e o BC é crucial para garantir a segurança jurídica e a estabilidade nas decisões públicas. A inspeção, que já havia sido autorizada anteriormente, será conduzida de acordo com os procedimentos legais, considerando a importância da transparência nas ações do BC, especialmente em relação à liquidação do Banco Master, que ocorreu em novembro do ano passado.
O presidente do TCU, Vital do Rego, também participou da reunião e enfatizou que o BC havia se mostrado aberto ao processo de fiscalização. O próximo passo será a votação sobre o recurso apresentado pelo BC, que poderá ocorrer na quarta-feira, dia 21. Essa interação entre as instituições é vista como um passo importante para fortalecer a governança e a accountability no sistema financeiro.

