Protestos no Irã resultam em 648 mortos e crescente repressão

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

A repressão aos protestos no Irã já causou a morte de pelo menos 648 pessoas, conforme informou uma ONG nesta segunda-feira (12). Os protestos, que se iniciaram há duas semanas em resposta ao aumento do custo de vida, rapidamente se transformaram em um movimento mais amplo contra o regime teocrático, que governa o país desde 1979.

As autoridades iranianas têm mobilizado marchas em apoio ao governo, enquanto tentam silenciar os manifestantes com cortes na internet. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, alertou que o número real de vítimas pode ser ainda maior, com estimativas indicando que mais de 6.000 pessoas poderiam ter morrido, além de cerca de 10.000 detidos. Imagens de protestos em diversas cidades, apesar das restrições, revelam a magnitude da insatisfação popular.

A situação atraiu a atenção internacional, com autoridades de vários países condenando a repressão brutal. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmam que o país enfrenta uma guerra em múltiplas frentes. Enquanto isso, o chanceler iraniano disse que o Irã está aberto a negociações, mas que as condições devem ser justas e respeitosas.

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