Reino Unido aprova lei que proíbe deepfakes sexuais sem consentimento

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Nesta semana, o Reino Unido dará um passo significativo ao implementar uma lei que criminaliza a criação de imagens íntimas sem o devido consentimento, conforme anunciado pela ministra da Tecnologia, Liz Kendall. A medida surge em meio a investigações sobre a plataforma X, de Elon Musk, e tornará ilegal para as empresas fornecer ferramentas que possibilitem a criação de deepfakes sexuais. Kendall enfatizou que essa legislação é crucial para proteger as vítimas de abusos relacionados a essas imagens.

Kendall também mencionou que as recentes ações do X, que limitou o acesso a recursos de criação de imagens apenas a assinantes pagos, não foram suficientes para mitigar o problema. Ela afirmou que as imagens manipuladas não são apenas inofensivas, mas sim armas de abuso que têm um impacto desproporcional sobre mulheres e meninas. A nova lei representa uma resposta firme do governo britânico aos crescentes casos de abuso digital e à necessidade de proteção dos indivíduos na era da tecnologia.

O governo britânico continuará avaliando sua relação com a plataforma X, considerando as implicações que essas novas regulamentações podem ter sobre a comunicação digital. Além disso, a implementação da lei pode iniciar um debate mais amplo sobre a ética da inteligência artificial e a responsabilidade das plataformas online na prevenção de abusos. Com isso, espera-se que o Reino Unido estabeleça um precedente importante para a legislação global sobre deepfakes e conteúdo digital não consensual.

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