Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou que aplicará uma tarifa de 25% a qualquer nação que comercialize com o Irã. Essa medida é uma tentativa de pressionar o regime iraniano, que enfrentou protestos que resultaram em pelo menos 648 mortes, conforme relatado por uma ONG. As manifestações começaram há duas semanas e rapidamente evoluíram para um movimento contra a teocracia que governa o país desde 1979.
As autoridades do Irã afirmam que estão recuperando o controle após os protestos, que inicialmente surgiram em resposta ao aumento do custo de vida. A conexão telefônica internacional foi restabelecida, mas o acesso à internet continua bloqueado, dificultando a comunicação interna e a visibilidade das violações de direitos humanos. A ONG Iran Human Rights alertou que o número real de mortos pode ser significativamente maior do que os dados divulgados, e a repressão está sendo amplamente condenada por organizações internacionais, incluindo a ONU.
Além das ameaças de Trump, a comunidade internacional, incluindo países como China e Catar, manifestou preocupações sobre o impacto de uma escalada militar na região. O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, convocou contraprotestos em apoio ao governo, enquanto analistas alertam que, apesar da gravidade da situação, é prematuro prever um colapso do regime. As manifestações atuais são vistas como um dos maiores desafios à República Islâmica em anos, refletindo o descontentamento generalizado com o governo.

