Banco Central e TCU investigam fraudes no Banco Master de R$ 12 bilhões

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

O Banco Central do Brasil concordou em realizar uma inspeção do Tribunal de Contas da União sobre a liquidação da corretora Banco Master, após revelações de fraudes que podem ter movimentado até R$ 12 bilhões. A decisão foi anunciada em 12 de janeiro de 2026 e busca garantir a supervisão adequada das ações do BC diante de um cenário administrativo e criminal complexo, conforme destacado pelo presidente do TCU, Vital do Rêgo.

O Banco Master, que se destacou por suas promessas de rendimentos elevados, enfrenta sérias acusações de irregularidades em sua operação. O controlador da instituição, que já foi preso, é acusado de emitir créditos falsos e de enganar investidores sobre a viabilidade de seus produtos financeiros. A liquidação extrajudicial decretada pelo BC interrompe as atividades do banco e busca proteger os credores em meio a um cenário de crise de liquidez.

As investigações em torno do Banco Master agora se estendem ao Supremo Tribunal Federal, onde questões envolvendo a conduta de ministros e a relação com o caso estão em evidência. A pressão sobre as instituições financeiras e as autoridades regulatórias é crescente, com a possibilidade de novas medidas que visam restaurar a confiança do público no sistema financeiro nacional. O desfecho desse episódio pode ter implicações significativas para a regulamentação e supervisão do setor no Brasil.

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