Pesquisadores da Fundação Pró-Sangue e do Hospital das Clínicas da USP estão desenvolvendo um colírio biológico feito a partir do sangue dos próprios pacientes, visando tratar a síndrome do olho seco. Essa condição, que causa ardência e sensação de corpo estranho nos olhos, pode resultar em complicações sérias como perda de visão e está se tornando comum, especialmente entre jovens devido à exposição prolongada a telas.
O colírio utiliza um novo sistema de coleta que evita contaminações, separando o soro do sangue e diluindo-o em solução fisiológica. O objetivo é criar um tratamento que imite as lágrimas naturais, oferecendo uma alternativa a pacientes que não respondem ao uso de lágrimas artificiais. Até o momento, 14 pacientes participaram da pesquisa, com resultados promissores em 11 deles.
As implicações desse estudo são significativas, pois a síndrome do olho seco afeta não apenas a visão, mas também a qualidade de vida dos indivíduos. O desenvolvimento desse colírio pode representar um avanço importante no tratamento dessa condição, especialmente para aqueles atendidos pelo Sistema Único de Saúde. A pesquisa está em andamento, com planos de aumentar o número de voluntários para garantir a eficácia e segurança do novo tratamento.

