Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias denunciaram o cantor à Justiça espanhola, revelando alegações de agressões e humilhações sexuais em uma investigação divulgada nesta terça-feira (13). De acordo com fontes jurídicas, uma denúncia formal foi apresentada no dia 5 de janeiro e está sob análise, sem mais detalhes disponíveis. As acusações vieram à tona após uma reportagem da Univisión e do site elDiario.es, onde as mulheres relataram experiências traumáticas ocorridas em 2021 nas mansões do cantor na República Dominicana e nas Bahamas.
Os relatos incluem não apenas assédio sexual, mas também agressões físicas, com uma das ex-funcionárias afirmando ter sido estuprada. Uma delas, identificada como Rebeca, expressou ter se sentido como um objeto e uma escrava, enquanto a fisioterapeuta Laura também compartilhou suas experiências de trabalho sob condições abusivas. Apesar das tentativas de contato, Julio Iglesias, de 82 anos, não respondeu às acusações, enquanto sua imagem pública, construída ao longo de décadas, começa a ser questionada.
As denúncias geraram repercussão significativa na esfera pública, com a vice-presidente do governo espanhol, Yolanda Díaz, criticando os relatos e chamando atenção para o que descreveu como uma situação de escravidão. Autores e editores, como Ignacio Peyró, expressaram preocupação e prometeram uma revisão de suas obras em face das novas alegações. A situação levanta questões sobre o impacto da cultura do silêncio em casos de abuso e a necessidade de um ambiente onde vítimas possam se manifestar sem medo de retaliação.

