O setor de serviços no Brasil registrou uma leve queda de 0,1% em novembro de 2025, segundo dados do IBGE, marcando a primeira retração após nove meses de crescimento contínuo. Apesar disso, o desempenho do setor permanece 20% acima dos níveis pré-pandemia e 2,5% superior ao do mesmo mês em 2024. A situação atual levanta preocupações sobre a pressão inflacionária, que continua a desafiar a política monetária do país.
O economista André Valério, do Inter, observa que, embora duas das cinco atividades analisadas tenham mostrado crescimento, a queda nos serviços de transporte e comunicação afeta a dinâmica do setor. O aumento da renda real e as medidas de estímulo à concessão de crédito são fatores que sustentam a expectativa de crescimento, mas a desaceleração na demanda é um sinal de alerta. As previsões indicam que a inflação do setor deve encerrar 2025 em alta de quase 6%, superando a meta do Banco Central.
A análise das economistas Claudia Moreno e Natalie Victal destaca que o setor de serviços, mesmo com desafios, continua a ser um motor da economia. As projeções sugerem que a Selic será mantida em 15% na próxima reunião do Copom, mas cortes poderão ser iniciados em março de 2026. A combinação de crescimento moderado e pressões inflacionárias sugere um cenário econômico cauteloso para o próximo ano.

