Setor de serviços no Brasil registra queda e adia cortes na Selic

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O setor de serviços no Brasil apresentou uma redução de 0,1% em novembro de 2025, o que marca um sinal de desaceleração econômica. Este segmento é fundamental para as decisões do Banco Central, e os economistas acreditam que esse resultado, embora significativo, não justifica cortes na taxa Selic para a reunião de janeiro de 2026, com a maioria do mercado apontando para março como o mês mais provável para tal medida.

Analistas, como Ramon Coser e Natalie Victal, destacam que, apesar do recuo, a expansão de 2,7% no acumulado do ano mostra uma economia que ainda se mantém sólida. O nível de atividade no setor está 20% acima do que era antes da pandemia, mas a inflação, que fechou 2025 com alta de quase 6%, permanece como um desafio para o Banco Central. Essa situação sugere que os cortes na taxa de juros podem ser adiados, reforçando a expectativa de uma abordagem cautelosa por parte da autoridade monetária.

O desempenho do setor de serviços é visto como um ponto de inflexão, com economistas como Claudia Moreno afirmando que a desaceleração já é perceptível em diversos indicadores. A combinação de juros altos e um mercado de trabalho ainda forte pode influenciar as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). Assim, a expectativa é de que o cenário econômico continue sendo monitorado de perto, com as decisões sobre juros alinhadas às condições do mercado.

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