O economista Paul Krugman manifestou sua preocupação com a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ele, está ‘venezuelando’ o país ao abrir uma investigação criminal contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na última terça-feira. Krugman argumenta que essa ação é uma tentativa de intimidação não apenas a Powell, mas a todos no Fed que discordam da agenda política do republicano.
Krugman ressalta que a intimidação pode resultar em uma resposta oposta à pretendida, pois o Fed pode hesitar em cortar as taxas de juros devido à pressão política. Ele também menciona que, mesmo que um banco central politizado possa reduzir temporariamente as taxas de juros de curto prazo, a pressão inflacionária pode forçá-lo a aumentá-las mais tarde, o que seria prejudicial para a economia. Além disso, o economista critica a falta de integridade de altos funcionários do governo que não se manifestaram contra a investigação.
Em suas reflexões, Krugman conecta o ataque a Powell a uma cultura de intolerância à dissidência promovida por Trump e seus apoiadores. Ele conclui que essa dinâmica pode ter impactos duradouros na economia americana, especialmente em relação às taxas de juros de longo prazo, o que poderia agravar a situação econômica do país. O debate sobre a independência do Federal Reserve se torna, assim, um tema central na análise da política econômica atual dos EUA.

