A Justiça de São Paulo decidiu pela manutenção da prisão do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que é acusado de ser o mentor de um elaborado esquema de propinas na Secretaria da Fazenda. A investigação, que faz parte da Operação Ícaro, aponta que ele teria recebido R$ 1 bilhão de grandes varejistas, incluindo a Ultrafarma e a Fastshop, em troca de favores fiscais.
Os detalhes da investigação revelam que Artur manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários para as empresas, recebendo pagamentos por meio de uma empresa de fachada registrada no nome de sua mãe, uma professora aposentada. O juiz Diego De Alencar Salazar Primo destacou a existência de indícios robustos de autoria e materialidade dos crimes, que incluem corrupção e lavagem de dinheiro.
Além de Artur, outros sete investigados também permanecem detidos, incluindo outro auditor fiscal e um empresário apontado como lobista do esquema. A decisão do juiz reforça a gravidade das acusações e sugere que as investigações continuarão a ser rigorosas, com o Ministério Público buscando responsabilizar todos os envolvidos no esquema criminoso.

