Nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, a Polícia Civil, por meio da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, iniciou a Operação Quebrando a Banca, visando uma quadrilha que teria lavado quase R$ 100 milhões com jogos de azar. A operação resultou na execução de 14 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São Paulo e Ribeirão Preto, onde foram descobertas empresas de fachada e uma rede de ‘laranjas’ que facilitavam a ocultação dos lucros obtidos de forma ilícita.
As investigações apontam que os envolvidos operavam há décadas, utilizando métodos complexos de lavagem de dinheiro, como transações imobiliárias e a movimentação intensa de valores via Pix. Relatórios financeiros revelaram que o principal líder da quadrilha movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas um semestre de 2024, indicando a magnitude do esquema e o envolvimento de várias pessoas que serviam para ocultar a verdadeira origem dos recursos.
As ações da polícia culminaram na apreensão de dispositivos eletrônicos, veículos e quantias em dinheiro, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa. O caso destaca a necessidade de um combate mais rigoroso a atividades ilícitas que fomentam não apenas o jogo ilegal, mas também outras práticas criminosas, como a lavagem de dinheiro e a formação de organizações criminosas.

